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domingo, 26 de abril de 2009

Sintra apresenta plano estratégico de combate às alterações climáticas

A Câmara Municipal de Sintra apresentou ontem os resultados do estudo SIAM Sintra (Scenarios, Impacts and Adaptation Measures), que irão configurar o seu plano estratégico de adaptação e combate às alterações climáticas.

«Avaliámos em diferentes vertentes a questão das alterações climáticas sobre os recursos hídricos, sobre as zonas costeiras, a adaptação nas florestas e a questão da adaptação também sobre a biodiversidade. Aquilo que notámos com este estudo é que as alterações não são tão significativas quanto aquelas que nós esperaríamos que pudessem vir a acontecer», disse o vereador da câmara de Sintra com o pelouro do Ambiente, Marco Almeida, citado pela agência Lusa.

Segundo o responsável, este estudo indica que, dentro de 70 anos, poderá haver «um ligeiro aumento do nível do mar que não tem implicações» directas na costa do concelho.
«O estudo pressupõe o desaparecimento de algum areal ao longo da costa mas não tem nenhum impacto nas localidades que estão próximas do litoral», disse Marco Almeida.

Este projecto teve a coordenação científica de Filipe Duarte Santos e contou com a participação de um conjunto de especialistas nacionais nesta temática que já tinham colaborado no projecto.

in PortalAmbiente online 2009-04-24

Moura pode acolher central solar termoeléctrica

O município de Moura pode vir a acolher um novo projecto para aproveitar a energia do sol. Depois de no ano passado ter entrado em funcionamento a central fotovoltaica de Moura, a autarquia, juntamente com as empresas Martifer Renewables, Lógica EM, Martifer Energy Systems e Iskandar vão juntar esforços no sentido de analisar a viabilidade da instalação de uma central solar termoeléctrica, com 50 MW, de potência instalada no concelho. Para o efeito, as cinco entidades assinaram ontem um memorando de entendimento.

Além disso, as cinco entidades pretendem actuar conjuntamente no sentido de sensibilizar as entidades governamentais para a necessidade de adopção de um enquadramento regulamentar mais favorável que permita a viabilidade de projectos desta natureza.

Esta parceria poderá também contribuir para o desenvolvimento de um conjunto de actividades inerentes a um projecto desta dimensão, tanto ao nível de investigação e desenvolvimento, como no desenvolvimento de estudos respeitantes a eficiência
energética naquele concelho, lê-se num comunicado da Martifer.

in PortalAmbiente Online 2009-04-24

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo concluído até 2010

Foi apresentado, no Instituto da Água (Inag), o Plano para o Ordenamento do Espaço Marítimo (POEM), desenvolvido por uma equipa multidisciplinar que engloba vários ministérios e universidades nacionais, sob a coordenação do Ministério do Ambiente, através do Inag. A génese deste plano decorre, de acordo com Ana Seixas, vice-presidente do instituto, da Estratégia Nacional para o Mar, que prevê um conjunto de acções para o ordenamento do espaço e das acções marítimas.

O plano incide sobre os espaços marítimos sob soberania ou jurisdição portuguesa, que englobam a Zona Económica Exclusiva, o mar territorial e o leito (zonas costeiras), e inclui o fundo, a coluna de água, a superfície, o litoral e a atmosfera.

A equipa tem como missão fazer uma levantamento das actividades marítimas, ordenar os usos e actividades presentes e futuras, garantir a utilização sustentável dos recursos, definir os parâmetros de desenvolvimento sustentado de cada actividade, definir outras actividades passíveis de desenvolvimento, fomentar a importância económica, social e ambiental do mar e definir parâmetros de avaliação.

A elaboração deste plano distribui-se por quatro fases, terminado com o processo de discussão pública, que a equipa prevê para o final deste ano. No início de 2010 o POEM já deverá estar aprovado. O objectivo deste plano passa ainda por fazer um zonamento da área marítima de acordo com as actividades aí desenvolvidas, bem como parâmetros de gestão e conservação.


Autor / Fonte
Sofia Vasconcelos
PORTAL AMBIENTE ONLINE

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Portugal transpõe directiva relativa à gestão da qualidade das águas balneares

O Governo aprovou hoje, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece o regime de gestão, monitorização e classificação da qualidade das águas balneares e de prestação de informação ao público sobre as mesmas.

Desta forma, Portugal transpõe para a ordem jurídica a Directiva n.º 2006/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de Fevereiro de 2006, relativa à gestão da qualidade das águas balneares.

No âmbito da transposição dessa directiva prevê-se que a identificação das águas balneares e a fixação da época balnear passem a ser efectuadas anualmente por uma única portaria, na sequência de um procedimento único centralizado junto do Instituto da Água (Inag), e que terá início logo a seguir ao termo da época balnear anterior.

Público com acesso à informação

Prevê-se, igualmente, o procedimento para a monitorização, avaliação e classificação das águas balneares e de restrição da prática balnear nessas águas. Com base na análise laboratorial das amostras recolhidas no âmbito do programa de monitorização, as águas balneares são avaliadas e classificadas pelo Inag como «más», «aceitáveis», «boas» ou «excelentes». Com efeito, deverão ser tomadas as medidas que se considerem adequadas para aumentar o número de águas balneares classificadas como «excelente» ou «boa» e todas devem ter a classificação de «aceitável» a partir de 2015.

Outra das novidades nesta área prende-se com o facto de o público passar a ter acesso, através do sítio do Inag, a informação adequada sobre os resultados da monitorização da qualidade das águas balneares e das medidas especiais tomadas a fim de prevenir riscos para a saúde.

Portal Ambiente Online
02/04/2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

British Airways melhora performance ambiental

A British Airways acaba de anunciar uma melhoria na eficiência de carbono na sua frota em 28 por cento desde 1990, reduzindo as emissões de carbono em mais de 60 milhões durante estes 19 anos.

A companhia aérea inglesa estabeleceu um novo objectivo para melhorar a eficiência de carbono de 25 por cento até 2025, comparando com dados de 2005. Isto significa que a British Airways irá reduzir as emissões, passando de 111 gramas de CO2 por Km/passageiro para 83 gramas de CO2 por Km/passageiro.

A British Airways é a única companhia aérea do mundo que tem participado na troca de emissões de carbono – através do esquema voluntário do Reino Unido. Esta foi também a primeira companhia aérea a permitir que os seus passageiros compensem as emissões dos seus voos. Os pagamentos de compensação apoiam projectos de energia limpa na China e no Brasil.

A companhia está ainda a adquirir uma nova geração de aviões, Airbus A380 e Boeing 787 Dreamliner, que permitem uma maior eficiência, entre 17 e 30 por cento, em termos de consumo de combustível e emissões de CO2 relativamente aos aviões em uso. A empresa também patrocina a investigação de combustíveis alternativos e práticas operacionais pioneiras, tais como os sistemas de descida e aproximação contínua e sistemas de aterragem por microondas, que reduzem o consumo de combustível e as emissões de CO2.

Por outro lado, a British Airways está a pressionar a Comissão Europeia para optimizar as rotas de tráfego aéreo de modo a reduzir as emissões de CO2 no espaço aéreo europeu até cerca de 12 por cento. Ao mesmo tempo, a companhia está a trabalhar com universidades e com fabricantes de aviões para aperfeiçoar o conhecimento sobre o efeito das emissões de resíduos dos aviões na alta atmosfera.

Portal Ambiente Online
01/04/2009

domingo, 29 de março de 2009

Corticeira Amorim lança software para potenciar a construção sustentável

"A Amorim Isolamentos, da Corticeira Amorim, vai lançar no início de Março o software Amorim Isol+, uma ferramenta de cálculo de comportamento e determinação do desempenho energético dos edifícios.

Desenvolvido em parceria com o ITeCons - Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em Ciências da Construção, esta ferramenta permite fazer o cálculo térmico com aglomerados de cortiça, sendo um programa pioneiro após a publicação do novo Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE).

A Amorim Isol+ tem por base a aplicação do aglomerado de cortiça expandida, denominado ICB -Insulation Cork Board, da Amorim Isolamentos. Trata-se de um material fabricado a partir de matérias-primas 100 por cento naturais, ecológicas e renováveis, sem aditivos. Em comunicado, a Corticeira Amorim acrescenta que a Amorim Isol+ tem «uma óptima performance técnica, nomeadamente em termos térmicos e acústicos, e que prima pela extrema durabilidade».

A ferramenta de cálculo térmico já se encontra disponível para download em http://www.itecons.uc.pt/default.php, e terá actualizações periódicas. Numa primeira fase, a Amorim Isol+ vai permitir a determinação automática dos dados climáticos e respectiva correcção em função da altitude e distância à costa, o carregamento de soluções da biblioteca de soluções construtivas, adição de novas soluções à biblioteca de soluções construtivas, gestão simultânea de várias fracções de um edifício, duplicação de fracções e elementos da envolvente, alteração das características térmicas de vários elementos em simultâneo, e determinação automática de parâmetros térmicos em função dos dados introduzidos."

in Portal do Ambiente Online