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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Águas do Douro e Paiva compensa emissões da sua frota

A Águas do Douro e Paiva (AdDP) compensou integralmente o ambiente pela quantidade de CO2 emitida pela frota da empresa nos anos de 2007 e 2008, num total de 750 toneladas de CO2, resultantes dos 3,5 milhões de km percorridos pelas suas viaturas.
Deste modo, a frota da AdDP é, desde há dois anos, uma Frota CarbonoZero. Também a última assembleia-geral de accionistas foi realizada enquanto evento CarbonoZero tendo a AdDP compensado a totalidade dos 1147 kg de CO2 emitidos.
No total, a empresa já investiu mais de 10 mil euros para agir activamente no combate ao fenómeno do aquecimento global, bem como para promover e valorizar a floresta nacional autóctone e sustentável.
Compra de créditos de sequestro de carbono
As emissões directas da frota foram compensadas através da aquisição de créditos de sequestro de carbono provenientes de uma área florestal integrada no Parque Nacional da Peneda-Gerês, a qual abrange duas áreas com características distintas: uma plantação de carvalho, a instalar na Mata Nacional do Gerês (concelho de Terras de Bouro), e uma nova plantação de pinheiro bravo e carvalhos, na freguesia de Cabril (concelho de Montalegre).
As referidas áreas foram objecto de um protocolo assinado com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e o Conselho Directivo dos Baldios de Fafião, para contratualização do serviço de sequestro de carbono aprovisionado por estes povoamentos florestais.
No concelho de Terras do Bouro, o financiamento CarbonoZero é utilizado pelo ICNB para assegurar a instalação de novos povoamentos de carvalho em zonas de vegetação degradada e afectadas por incêndios, dentro do perímetro da Mata Nacional do Gerês, numa área de grande valor em termos paisagísticos e de biodiversidade. No concelho de Montalegre, o financiamento CarbonoZero está a apoiar um projecto de florestação de uma área comunitária gerida pelo respectivo Conselho Directivo de Baldio, utilizando espécies características da região.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Queima das Fitas 2009 compensa emissões

A 110ª edição da Queima das Fitas de Coimbra irá compensar as emissões resultantes dos oito dias do evento, tornando-se na primeira eco-Queima das Fitas. No âmbito da iniciativa, serão plantadas 4200 árvores com o apoio da Vodafone e a colaboração da Câmara Municipal de Coimbra.
As 4200 árvores são suficientes para compensar as 1270 toneladas de dióxido de carbono que serão emitidas durante os oito dias que dura a Queima das Fitas. A pegada de carbono da iniciativa, calculada pela consultora Ecoprogresso, resulta da produção da electricidade consumida no recinto, dos transportes utilizados pelos estudantes e pelas bandas e do tratamento dos resíduos produzidos no evento.
O apoio da Vodafone, concedido no âmbito do programa de responsabilidade social da empresa de telecomunicações, no montante de 25 mil euros, será canalizado para um projecto de requalificação de uma área verde no perímetro urbano da cidade de Coimbra, no qual se inclui a plantação de árvores.
As primeiras 110 árvores, dedicadas a cada uma das 110 edições da Queima das Fitas de Coimbra, serão plantadas já no dia 5 de Maio, no Parque Verde do Mondego.

Luz solar para poupar no arrefecimento

O potencial que existe no País para produzir energia eléctrica, a partir da luz solar, é uma das vias para reduzir a enorme dependência energética de Portugal em relação ao exterior. Mas Portugal tem condições para utilizar este recurso para outras finalidades. Óscar Carvalho, estudante do Instituto Politécnico de Setúbal na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), é o responsável pelo projecto Frio Solar, através do qual se pretende melhorar a eficiência energética de edifícios existentes, mediante a utilização de tecnologias de arrefecimento com recurso à energia solar.

O projecto, que lhe valeu uma menção honrosa no Concurso "Ideias Luminosas 08", promovido pela EDP, consistiu num estudo de viabilidade sobre a comercialização da tecnologia de aborção a funcionar com painéis de energia solar térmica. O estudante explica que a tecnologia de absorção consiste num equipamento que através de uma reacção química que absorve calor e dois fluídos não poluentes - o absorsor (brometo de lítio ou amoníaco) e o refrigerante (água) - consegue converter água quente (neste caso vinda dos painéis solares) em água a 4º C para climatizar um edifício. Deste modo, «o único consumo eléctrico deste equipamento é feito pelas bombas circuladoras e corresponde a um valor de 5 a 10 por cento do consumo eléctrico de uma solução convencional (ciclo frigorífico ou compressão de vapor) com a mesma potência de arrefecimento», explica.

Expandir a tecnologia

Só nas cidades de Lisboa e Porto a área ocupada por edifícios de escritórios ultrapassa os 5 milhões de metros quadrados de escritórios.O crescente aumento da sua área ocupada, assim como das suas necessidades de arrefecimento para garantir o conforto dos seus ocupantes, nos últimos 10 anos tem tido um acréscimo de 12 por cento ao ano no consumo eléctrico de Portugal. Com efeito, a comercialização da tecnologia de absorção tem grande potencial, acredita Óscar Carvalho. Estes equipamentos são uma alternativa aos chillers de compressão de vapor, actualmente utilizados para climatizar edifícios.

O objectivo do estudante é que no primeiro ano sejam vendidos 15 equipamentos, no entanto, admite que o preço dos mesmos pode desencorajar possíveis interessados. «Estes equipamentos já atingiram a sua maturidade no estado da técnica, porém, têm custos elevados, cujos períodos de retorno rondam os 20 anos». O custo medio por kW é de 1788 euros.

terça-feira, 24 de março de 2009

Pontos negros da poluição concentrados em Lisboa e Porto

Cerca de dois milhões de mortes anuais. É este um dos resultados do aumento da poluição em grandes cidades da América do Sul e Ásia. O alerta foi lançado pela Organização Meteorológica Mundial, por ocasião do Dia da Meteorologia, que se assinala hoje.
Em Portugal, Lisboa e Porto também não apresentam um registo notável nesta matéria. Lisboa regista mesmo os segundos piores níveis de PM10 (partículas inaláveis) na atmosfera entre as 27 capitais europeias, depois de Roma. De acordo com um estudo realizado pela Agência Europeia do Ambiente (AEA), com base em amostras recolhidas em 2000 cidades (como Antuérpia, Barcelona, Bruxelas, Londres, Paris e Roma), a capital portuguesa está entre as 20 da Europa com o ar mais poluído.
A estação de monitorização que coloca a capital portuguesa nesta posição crítica, a da Avenida da Liberdade, em pleno centro da cidade, é mesmo o ponto do País que apresenta os níveis mais preocupantes de PM10. Em 2005, os limites de partículas chegaram a ser superados em mais de 180 dias, quando o máximo permitido é de 35.

Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), os dados do ano passado ainda não estão disponíveis, mas, até ao final de Agosto de 2008, havia 55 dias com excedências ao valor limite diário (média diária de 50 mg/m3), ou seja, mais uma vez acima do limite legal.

Este é um dado que não surpreende, já que há quatro anos que Portugal está em infracção por excesso de poluição atmosférica. Não é assim de estranhar que a Comissão Europeia esteja insatisfeita com o desempenho português em relação à qualidade do ar, tendo emitido, em Janeiro, dois avisos por incumprimento sobre a qualidade do ar nas zonas da Grande Lisboa e Norte.

Automóveis e Sahara na origem da poluição

O tráfego rodoviário é o principal emissor dos poluentes que afectam a qualidade do ar da capital portuguesa, pela sua intensidade e pela tipologia dos veículos, muitas vezes a gasóleo, e em circulação há muitos anos. Para além disso, partículas provenientes de eventos naturais no deserto do Sahara podem também afectar Portugal e provocar um aumento dos níveis verificados em alguns locais.

«As características orográficas e meteorológicas também contribuem, no caso de Lisboa, para um agravamento das concentrações de poluentes», frisa Francisco Ferreira, docente do Departamento de Engenharia e Ciências do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

A nível nacional, a análise ao cumprimento legal dos valores dos poluentes, entre 2001 e 2004, indicou que as aglomerações da Área Metropolitana de Lisboa (AML) Norte, Sul e Setúbal excederam os valores-limite e as respectivas margens de tolerância, no que respeita às PM10 e, em particular a AML Norte, em relação ao dióxido de azoto (NO2). As emissões do tráfego rodoviário (principalmente nos centros urbanos e artérias de movimento automóvel mais intenso) e da indústria (no caso do dióxido de enxofre, na zona do Barreiro) são as principais responsáveis pelos níveis de poluição nesta zona.

Lareiras poluem ar do Norte

Na região Norte do País, as lareiras são uma importante causa identificada para a degradação da qualidade do ar. As combustões domésticas são responsáveis por quase 20 por cento das emissões de partículas para a atmosfera. A conclusão faz parte de um estudo apresentado na assembleia-geral da Atmospheric Composition Change: the European Network Excellence, na Universidade de Aveiro, que se realizou em Fevereiro.

A estação de monitorização de Vila do Conde apresenta a situação mais grave. Em 2008 registaram-se, pelo menos, 47 dias com excedências ao valor limite. As outras duas estações, que em Agosto do ano passado já tinham ultrapassado o máximo permitido para todo o ano, estão localizadas em Paio Pires (Seixal), com 38 dias de excedências, e em Espinho, com 44 dias. O AmbienteOnline tentou conhecer os níveis verificados em todo o ano de 2008, mas, até ao momento, não obteve qualquer resposta da CCDR Norte, bem como da parte da sua congénere do Centro.

Os dados de 2007 revelam, no entanto, que quatro estações de monitorização da qualidade do ar no Norte e uma em Lisboa registaram mais de 30 por cento dos dias do ano com valores de poluição por partículas inaláveis excessivos. Foi o caso da Avenida da Liberdade com 149 dias e, no Norte, Espinho com 127 dias, Matosinhos com 112 dias, Vila do Conde com 110 dias e Braga (na Circular Sul) também com 110 dias em excesso.

Na zona do Algarve, de acordo com fonte da CCDR Algarve, não foram feitas medições em 2008, devido à manutenção do equipamento. «O processo será retomado em 2009», garante a mesma fonte.

No caso da região alentejana, em 2008 não ocorreram ultrapassagens aos limites definidos pela legislação para nenhum dos poluentes medidos na Rede de Medida da Qualidade do Ar do Alentejo, assegura fonte da CCDR Alentejo.



Cerca de dois milhões de mortes anuais. É este um dos resultados do aumento da poluição em grandes cidades da América do Sul e Ásia. O alerta foi lançado pela Organização Meteorológica Mundial, por ocasião do Dia da Meteorologia, que se assinala hoje.
Em Portugal, Lisboa e Porto também não apresentam um registo notável nesta matéria. Lisboa regista mesmo os segundos piores níveis de PM10 (partículas inaláveis) na atmosfera entre as 27 capitais europeias, depois de Roma. De acordo com um estudo realizado pela Agência Europeia do Ambiente (AEA), com base em amostras recolhidas em 2000 cidades (como Antuérpia, Barcelona, Bruxelas, Londres, Paris e Roma), a capital portuguesa está entre as 20 da Europa com o ar mais poluído.
A estação de monitorização que coloca a capital portuguesa nesta posição crítica, a da Avenida da Liberdade, em pleno centro da cidade, é mesmo o ponto do País que apresenta os níveis mais preocupantes de PM10. Em 2005, os limites de partículas chegaram a ser superados em mais de 180 dias, quando o máximo permitido é de 35.

Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), os dados do ano passado ainda não estão disponíveis, mas, até ao final de Agosto de 2008, havia 55 dias com excedências ao valor limite diário (média diária de 50 mg/m3), ou seja, mais uma vez acima do limite legal.

Este é um dado que não surpreende, já que há quatro anos que Portugal está em infracção por excesso de poluição atmosférica. Não é assim de estranhar que a Comissão Europeia esteja insatisfeita com o desempenho português em relação à qualidade do ar, tendo emitido, em Janeiro, dois avisos por incumprimento sobre a qualidade do ar nas zonas da Grande Lisboa e Norte.

Automóveis e Sahara na origem da poluição

O tráfego rodoviário é o principal emissor dos poluentes que afectam a qualidade do ar da capital portuguesa, pela sua intensidade e pela tipologia dos veículos, muitas vezes a gasóleo, e em circulação há muitos anos. Para além disso, partículas provenientes de eventos naturais no deserto do Sahara podem também afectar Portugal e provocar um aumento dos níveis verificados em alguns locais.

«As características orográficas e meteorológicas também contribuem, no caso de Lisboa, para um agravamento das concentrações de poluentes», frisa Francisco Ferreira, docente do Departamento de Engenharia e Ciências do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

A nível nacional, a análise ao cumprimento legal dos valores dos poluentes, entre 2001 e 2004, indicou que as aglomerações da Área Metropolitana de Lisboa (AML) Norte, Sul e Setúbal excederam os valores-limite e as respectivas margens de tolerância, no que respeita às PM10 e, em particular a AML Norte, em relação ao dióxido de azoto (NO2). As emissões do tráfego rodoviário (principalmente nos centros urbanos e artérias de movimento automóvel mais intenso) e da indústria (no caso do dióxido de enxofre, na zona do Barreiro) são as principais responsáveis pelos níveis de poluição nesta zona.

Lareiras poluem ar do Norte

Na região Norte do País, as lareiras são uma importante causa identificada para a degradação da qualidade do ar. As combustões domésticas são responsáveis por quase 20 por cento das emissões de partículas para a atmosfera. A conclusão faz parte de um estudo apresentado na assembleia-geral da Atmospheric Composition Change: the European Network Excellence, na Universidade de Aveiro, que se realizou em Fevereiro.

A estação de monitorização de Vila do Conde apresenta a situação mais grave. Em 2008 registaram-se, pelo menos, 47 dias com excedências ao valor limite. As outras duas estações, que em Agosto do ano passado já tinham ultrapassado o máximo permitido para todo o ano, estão localizadas em Paio Pires (Seixal), com 38 dias de excedências, e em Espinho, com 44 dias. O AmbienteOnline tentou conhecer os níveis verificados em todo o ano de 2008, mas, até ao momento, não obteve qualquer resposta da CCDR Norte, bem como da parte da sua congénere do Centro.

Os dados de 2007 revelam, no entanto, que quatro estações de monitorização da qualidade do ar no Norte e uma em Lisboa registaram mais de 30 por cento dos dias do ano com valores de poluição por partículas inaláveis excessivos. Foi o caso da Avenida da Liberdade com 149 dias e, no Norte, Espinho com 127 dias, Matosinhos com 112 dias, Vila do Conde com 110 dias e Braga (na Circular Sul) também com 110 dias em excesso.

Na zona do Algarve, de acordo com fonte da CCDR Algarve, não foram feitas medições em 2008, devido à manutenção do equipamento. «O processo será retomado em 2009», garante a mesma fonte.

No caso da região alentejana, em 2008 não ocorreram ultrapassagens aos limites definidos pela legislação para nenhum dos poluentes medidos na Rede de Medida da Qualidade do Ar do Alentejo, assegura fonte da CCDR Alentejo.