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sábado, 18 de abril de 2009

Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas deverá ser aprovada este ano

Portugal está actualmente a preparar uma proposta para a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, que deverá ser aprovada ainda este ano, sob a égide da Comissão Nacional para as Alterações Climáticas. Este documento vem na sequência da publicação do Livro Branco, por parte da Comissão Europeia, onde a Europa, particularmente a zona sul, as áreas montanhosas e as zonas costeiras, são apontadas como particularmente vulneráveis aos impactes das alterações climáticas.


O ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, esteve reunido em Praga, de 14 a 15 de Abril, com os seus homólogos da União Europeia (UE), onde foram debatidas as propostas da Comissão Europeia sobre a adaptação à mudança do clima, apresentadas no Livro Branco.


Em comunicado, Nunes Correia observa que «a Península Ibérica deverá ser particularmente afectada pela mudança do clima durante este século, como o atestam vários estudos. O desafio que enfrentamos é o de preparar atempadamente medidas de reposta a várias áreas fundamentais, como a dos recursos hídricos, da saúde, da energia e da agricultura».


O Livro Branco apresentado pela Comissão Europeia identifica quatro pilares fundamentais para a estratégia europeia: construção de uma maior base de conhecimento sobre o tema; integração dos impactes das alterações climáticas nas políticas sectoriais da UE e dos Estados-membros; novas formas de financiamento, como seguros; fortalecimento do papel que a UE desempenha actualmente em termos de ajuda pública ao desenvolvimento, sendo o principal doador internacional. O governante português considera que o País está «genericamente de acordo com as principais propostas apresentadas pela Comissão no Livro Branco».

Mota-Engil quer participação em empresa brasileira de ambiente

A Mota-Engil tenciona entrar no capital de uma empresa brasileira de ambiente, na área dos resíduos, recolha e tratamento. A operação, caso se venha a concretizar, permitirá que o grupo português inicie a sua actividade no sector do ambiente naquele país.

Do sucesso da operação dependerá a possibilidade de desenvolver ou não outros negócios, afirma Gonçalo Moura Martins, presidente da Mota-Engil Ambiente e Serviços, ao AmbienteOnline.

De acordo com o responsável, o grupo tem vindo a apostar no desenvolvimento de trabalhos no mercado brasileiro. Na sequência dessa decisão estratégica, irá abordar os negócios na área das concessões, onde já ganhou a primeira concessão rodoviária na área da logística portuária, que está em prospecção, e na área do ambiente, onde se encontra a negociar uma aquisição/parceria com um grupo local.

Além do Brasil, a Mota-Engil está, nomeadamente, a realizar diligências no sentido de adquirir empresas, maioritariamente na área dos resíduos, no leste Europeu, especialmente na Polónia e Roménia. Contudo, até ao momento, «ainda não foi possível concretizar nenhuma das operações que estamos a analisar», refere Gonçalo Moura Martins.
Autor / Fonte
Tânia Nascimento