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sábado, 23 de maio de 2009


Boas notícias para os turistas, más notícias para o ambiente e para os residentes!

Quem não conhece o paraíso português que são os Açores? Belezas naturais inigualáveis, lagoas, quedas de água, vida marinha, flores a emoldurar cada recanto…enfim, um verdadeiro paraíso terrestre! Mas o estatuto de paraíso atribuído por esta orgulhosa açoriana e por mais uns milhares de residentes e visitantes, não salva este belo recanto do Planeta de sofrer as consequências do que todos nós temos vindo a fazer ao nosso Ambiente!
Foi publicado em vários jornais, sendo um deles o Correio dos Açores, a notícia de um estudo apresentado num workshop em Junho de 2004 intitulado “Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos e Mudanças Globais do Clima”, que nos traz números para o futuro. O estudo baseado em simulações que têm como parâmetros os níveis actuais de emissão de gases para a atmosfera, revela que em a temperatura nos Açores pode subir entre um e dois graus nos próximos 100 anos! Mas mesmo sendo preocupante, devido aos efeitos negativos do aumento de temperatura o estudo revela ainda que os Açores e a Madeira (outra maravilhosa pérola do Oceano!) são as zonas do país onde o aumento de temperaturas será mais baixo durante este século. O cenário é por isso mais negro no continente, onde as temperaturas poderão subir entre três a sete graus centígrados! Os termómetros poderão subir em certos sítios em Portugal até 9 graus até 2100!
Embora o cenário pareça distante, a verdade é que já o estamos a viver nem que seja em pequena escala. Como todos sentimos no Verão, as temperaturas estão de facto a aumentar cada vez mais em Portugal!
Embora a muito curto prazo estas sejam boas notícias para os turistas que procuram as nossas águas quentes e praias calmas. A longo prazo a situação é deveras preocupante. A realidade está aí, para quem a quiser ver, e não num futuro longínquo!
Que efeitos terão as subidas de temperatura e dos níveis das águas dos mares nos Açores ainda não sabemos. A vida marinha abundante de certo se ressentirá. As lapas já em vias de extinção (por motivos alheios à subida de temperatura) poderão não resistir. Mas sobre isso o estudo já não se alarga, dizendo apenas que os efeitos são ainda desconhecidos.
Mas, pelo sim pelo não, porque não visitar o paraíso açoriano enquanto o Homem ainda não o “derreteu”, e ver as belezas que valem a pena ser protegidas?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Caixa de cartão ganha prémio internacional "climático" de 75 mil dólares

Um forno solar numa caixa de cartão que custa apenas cinco dólares (3,7 euros) a fabricar ficou em primeiro lugar no FT Climate Change Challenge, prémio internacional de ideias para lutar contra as alterações climáticas, foi hoje revelado. Jon Bohmer vai investir os 75 mil dólares (56,6 mil euros) a testar a “Caixa Quioto” em dez países e ajudar dois mil milhões de pessoas nos países mais pobres a deixar de usar lenha para cozinhar.

A “Caixa Quioto”, que será distribuída gratuitamente, aproveita o efeito de estufa para cozinhar e pode levar dez litros de água ao ponto de ebulição em duas horas.

O dispositivo consiste em duas caixas de cartão, uma dentro da outra, com uma cobertura de acrílico que deixa a luz do Sol entrar e a acumula. A caixa de dentro está pintada de preto e a de fora está forrada com uma folha metálica para ajudar a concentrar o calor. Uma camada de palha ou jornais entre as duas caixas ajuda ao isolamento.

“Estamos a salvar vidas e árvores”, explica este norueguês à frente da Kyoto Energy, um negócio familiar sediado no Quénia, em comunicado. “Duvido que haja outra tecnologia que consiga ter tanto impacto com tão pouco dinheiro”.

A caixa de cartão, transformada em forno solar, pretende salvar as crianças que todos os anos morrem por beberem água não potável, permitindo às suas famílias ferverem essa água para matar os germes. Além disso, reduz os riscos de doença causados pela inalação de fumo, ao evitar a queima de lenha. Bohmer estima que, anualmente, sejam poupadas duas toneladas de carvão por família.

Ver notícia completa em ecosfera.publico.clix.pt